Hoje por vivemos na correria, tendemos á retribuir gestos singelos com gestos rápidos, faltando com os bons costumes. Entre estas vigas de escassezes de amor e afeto surgem os distúrbios como da auto mutilação. Uma historia igual a de muitos adolescentes, como de Maike. Um garoto que estudava no colegial, desde pequeno via seu pais brigarem, foi crescendo e consigo a revolta. Na adolescência começou a buscar a sua identidade, passou de um garoto simpático estudioso a um rapaz serio, sem muitas conversas.
Os olhares lhe criticavam porque mudaste tanto, com o tempo foi passando começou a escutar rock, uma forma de mergulhar nos medos, cabelos que cobriam a testas. Só queria ser aceito, mas ninguém o respeitava, nos desenhos jogava suas mágoas, pintando figuras escuras.
Todas as noites,escutava seus pais discutindo, nos momento que as vozes aumentava queria morrer.Não aguentava mais o mundo do jeito que estava, sentia raiva quando se lembrava das promessas de felicidades e de um lar perfeito.
Fechava os olhos e via os pais dos colegas perguntando se foi bom a escola hoje, segurando os pelas mãos. Seus olhos ardiam, relembrando que quando tirava 10 nas provas, conquistava medalhas seu pai nunca perguntava como ele estava na escola, nos dias em que as professoras o chamava pra conversar, levantava os braços para agredi lo, pensando que ele tinha feito algo errado, nunca cogitava que era para parabeniza lo, sempre dizendo : _ você sabe o que faz e não precisa de mim pra resolver.
Após anos aquele vazio corroía sua vontade de viver, assim começou a odiar tudo que era bom. Em uma noite apertou a maçaneta com tanta força, manchando a de sangue, teus olhos dilataram, tremendo ao vê o sangue escorrendo na porta.
O medo de se machucar foi diminuindo , a partir daquela noite nada mais iria feri-lo, apontou um lápis e apoio o sobre o braço e atritou queimando em marcas vermelhas, ainda não contente pois a dor da alma continuava a prevalecer.
De um simples lápis a um estilete que ficava escondido na mochila, cortes cada vez mais profundos , não se matava por querer continuar vivo, pensava que a morte não resolveria.
Uma vontade fora do comum fazia querer se mutilar, uma maneira de amenizar a dor, assim que se cortava o cérebro concentrava nas feridas, preenchendo a mente. Mas chegou num ponto assustador essa vontade de mutilar, forçando esbarradas em objetos pontiagudos, cortantes com a finalidade de saciar o desejo, usando como desculpas para convencer as pessoas que o interrogava. Vestindo roupas compridas encobertando as marcas .
Cansado de vê sua situação humilhante percorreu o quarto, esticou as mãos na direção de uma caixa e a abriu, folheou algumas cartas dos pais, envelhecidas pelos anos, retirou as posicionado sobre a cama, colocando junto um bilhete escrito: "Queria que fosse verdade,não palavras vazias como eu", após essa frase a casa dormiu em silencio, restando gostas frias tingindo o chão.
A mutilação e movida além da raiva, que consiste em auto penalização ,alguns acreditam por ser consequência da depressão não pode ser curada, uma pequena parcela discorda, penso o mesmo ,se o indivíduo possuir força de vontade e determinação com apoio da família consegue, não totalmente a cura, um equilíbrio para que possa viver normalmente sem o medo da recaída.









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